No estudo da compressão medular por tomografia computadorizada (TC) para o planejamento do exame, angulação do gantry deve ser tal que o plano de corte atravesse o espaço intervertebral ortogonalmente a região pesquisada, atingindo todo o corpo do disco, sua relação com a medula e os forames correspondentes (por onde saem as raizes nervosas). Uma avaliação clínica neurológica bem como um raio X simples da coluna na maioria dos casos são suficientes para orientar um exame mais específico por TC da região suspeita. Quando se realiza unicamente o estudo dos espaços intervertebrais, deve-se utilizar cortes finos de 1 a 2 mm de espessura e intervalo de 2 mm. A medula localizada dentro do canal vertebral aparece como uma imagem hipodensa, homogênea, ocupando a maior parte do canal, sendo circundada pelo líquido cefalorraquidiano e gordura epidural (figura 1). A compressão medular será identificada através da visualização de material hiperdenso do disco intervertebral causando deslocamento medular, podendo variar com a característica da imagem de acordo com o tipo de compressão (protusão ou extrusão). É, portanto possível identificar o nível de compressão, a densidade em Unidades Housfield e extensão da lesão. Na figura 2 (clique na figura para visualizar), observa-se uma extrusão do disco entre a 4ª e 5ª vértebra cervical. O exame é realizado sob anestesia geral, não sendo necessário a utilização de contraste. Em muitos casos o exame por TC das alterações medulares substitui com vantagens a mielografia.
Prof. Dr. Márcio Aurélio Teixeira e Prof. Dr Luis Cardoso Alves. Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Luterana do Brasil – ULBRA- Canoas – RS
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