História do RX

A Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo foi a primeira Escola a receber um aparelho de Raios X, em janeiro de 1.938, o qual foi instalado na Seção de Raios X e de Agentes Físicos, sob a responsabilidade do Prof. Dr, Honorato Faustino de Oliveira Junior, Médico e Professor da Cátedra de Fisica e Conservação dos Produtos Alimentícios de Origem Animal da antiga Escola, fundada em 1.919 e que se chamava Instituto de Veterinária. O equipamento radiográfico era da marca General Eletric, modelo KX7, rede aérea com 50 mA e 100 Kv ao qual acoplava-se Potter-Bucky acionado manualmente e equipado com uma placa fluoroscópica. Para avaliarmos o movimento da Seção, tomamos como exemplo o mês de julho de 1956, onde foram efetuadas 1l7 radiografias em três (3) minutos e 97 radioscopias em duas (2) horas e nove minutos.

Os atendimentos a eqüinos e pequenos animais que necessitassem do auxilio de exames radiográficos eram feitos pelas Escolas ou Hipódromos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba e nas poucas clinicas para cães e gatos dessas Capitais.

Em 1961, iniciamos nossas atividades como veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, substituindo os colegas Mauricio Killner e Jair Duarte Rodrigues. Nesta ocasião, a cidade de São Paulo possuía quatro clínicas de pequenos animais com equipamentos portáteis, comprados de segunda mão, com capacidade de l5 ou 20 mA e até60 Kv. Ainda, nesta ocasião que recebemos outro aparelho na nossa Faculdade, da marca Westinghouse de 25 mA e 80 Kv.

O Jockey Club de São Paulo havia comprado outro equipamento para melhorar o Serviço de Radiodiagnóstico que ficava sob a responsabilidade do primeiro especialista da época Dr. Seitiro Assanuma. Nossas atividades estenderam-se ao serviço do Dr. Carlos Eduardo de Salles Gomes também nas dependências do Jockey Club de São Paulo, com aparelho Siemens de 30 mA e 80 KV, portátil e que servia ainda para trabalho em haras. integrando a equipe do Dr. Carlos Eduardo de Sales Gomes. Posteriormente, 1966, coube-nos trabalhar com aparelho de radioterapia GE 200 kV e 15mA, nas dependências do Jockey Club, mas como autônomo ligado à mesma clinica. Estas atividades proporcionaram-nos a oportunidade de divulgar entre colegas, treinadores e proprietários a importância do diagnóstico e da terapia mediante uso das radiações X.

Porém, novas Escolas eram instaladas em diferentes regiões do País, Santa Maria/RS, 1961; Fortaleza/CE, 1963 e a Faculdade de Ciências Médicas e Veterinárias de Botucatu/SP, em 1964, posteriormente englobada pela Universidade Julio de Mesquita. O então diretor desta última Faculdade Prof. Dr. Euclides Honofre Martins, houve por bem incluir dentre as disciplinas do curso de Veterinária, a de Radiodiagnóstico e Fisioterapia. Esta decisão iniciou-se com a compra de equipamentos da Siemens, TRIDOROS IV 1000mA, com intensificador de imagem, conseguido durante as gestões do Professor Euclides como diretor da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, motivado principalmente pelas possibilidades de diagnóstico que o referido equipamento propiciava às cátedras que ministravam práticas clínicas e cirúrgicas. Mais uma vez a sorte nos proporcionara a honra de sermos contratados como professor regente desta primeira disciplina de radiodiagnóstico e fisioterapia no Brasil, em novembro de 1968, tendo como equipamento um Generay de 50 mA e 80 kV.

As mudanças que aconteceram na Universidade de São Paulo possibilitaram-nos de participar dos cursos de pós-graduação, Higiene das Radiações e Reprodução Animal, respectivamente no Centro de Medicina Nuclear em 1965 e na Faculdade de Veterinária em 1966, responsáveis pelo nosso mestrado em junho/68 e doutoramento em 1970.

Neste tempo, a partir de 1967, procuramos conhecer a realidade desta especialidade no País e América do Sul, comparando dados obtidos junto as Universidades Européias e Americanas.

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